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Suzan na Mídia
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Segurança, do Japão ao Brasil
A falta de uma empresa especializada e a restrição das companhias aéreas ao volume da bagagem já fez com que muitos dekasseguis desistissem de trazer seus objetos adquiridos no Japão.
O empresário Francisco Matsuo Aoki, que viveu o problema, decidiu explorar a atividade e criou a Suzan Mudanças, há 11 anos. Hoje, a empresa está ampliando as opções de serviços e aérea de abrangência.
De aparelhos eletrônicos a geladeiras, a Suzan providencia mudanças do Japão para qualquer lugar do Brasil. A estrutura logística da empresa é integrada por modais aéreos, marítimo e rodoviário.
A mercadoria, 100% assegurada , é acondicionada em caixas reforçadas de papelão e se for da vontade do cliente, pode ser embalada pelo mesmo no centro de coleta da empresa.
Por: A Semana
Publicada em: 31/08/02 à 06/09/2002
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Suzan já fez mais de 4 mil mudanças em oito anos
Há cerca de dez anos, o brasileiro Francisco Matsuo Aoki quis levar para o Brasil um rádio que havia recebido de presente, mas não pôde porque o alto-falante não cabia na bagagem. Matsuo procurou saber se havia outra maneira de fazer a remessa e não achou o serviço que procurava. "Se eu não consigo, deve haver várias outras pessoas com as mesmas dificuldades", pensou na época.
Conhecedor de leis e leitor assíduo de jornais brasileiros de economia e negócios, ele foi atrás de informações sobre o assunto, pesquisou por mais de um ano até encontrar uma maneira de enviar o rádio legalmente e, em 1993, conseguiu se tornar o pioneiro no ramo de mudanças para o Brasil.
Dono da Suzan Comercial e Exportadora, Matsuo exibe orgulhoso a lista com mais de 4 mil mudanças realizadas desde que inaugurou a empresa. O nome escolhido é uma alusão ao município de Suzano, em São Paulo, onde morou e trabalhou, e uma referência ao público feminino, responsável por quase todas as mudanças feitas pela empresa. "A vontade de mudar é sempre da mulher", observa. "É ela que normalmente junta geladeira, fogão e brinquedos de criança para levar ao Brasil."
Preocupado sobretudo em satisfazer esse público tão exigente, ele faz questão de acompanhar cada negociação, a fim de garantir que a mudança chegue ao seu destino exatamente como o cliente entregou à empresa. Todas as embalagens têm um lacre de segurança exclusivo a fim de impedir algum tipo de violação durante o transporte marítimo ou terrestre. "A Receita Federal quase não abre nossas bagagens porque conhece nosso trabalho", comenta. "Se houver violação no caminho, sabemos que seguro acionar."
Com uma frota própria de caminhões, um depósito em Ota, outro em Nagoya, Aichi, e o terceiro no bairro do Brás, em São Paulo, o empresário diz ter condições de fazer mudanças de qualquer parte do Japão para todo o Brasil e dispõe também do serviço para mudanças dentro do arquipélago. O preço é cobrado de acordo com o tamanho da bagagem, não importando o peso. A empresa oferece caixas próprias de papelão a partir de 25 centímetros cúbicos até mil metros cúbicos.
Uma geladeira, por exemplo, pode ser transportada numa caixa de 45 centímetros cúbicos. "A caixas da Suzan são opcionais", informa Matsuo, acrescentando que a pessoa pode utilizar a embalagem que quiser desde que a empresa a considere adequada. O conteúdo, no entanto, deve seguir o que determina a instituição normativa 117 da Receita Federal, de 1998.
"As normas legais estabelecem que tudo de uso pessoal, profissional ou doméstico pode ser levado", explica. Depois de embalada e entregue ao depósito pelo próprio cliente ou por intermédio de um dos caminhões da empresa, a bagagem segue para Yokohama (Kanagawa), onde é despachada para o porto de Santos. A liberação na alfândega japonesa leva mais ou menos sete dias. A viagem pelo mar dura cerca de 35 dias. Quando chega ao Brasil, fica mais 15 dias aguardando a liberação. "Dependendo da região do País, o prazo total entre remessa e entrega é de 70 dias."
Os endereços da Suzan são: Gunma-ken, Ota-shi, Ryumai-cho 5135. Telefone: (0276) 48-6045; Aichi-ken, Niwa-gun, Ooguchi-cho, Ooaza-akita, Aza-saigounamae 49-2. Telefone: (0587) 96-1554; e, no Brasil, Rua Fernandes Silva, 296, Brás, São Paulo.
Telefone: (11) 3322-7086
Por: Jornal Tudo Bem
Publicada em: 26/10/2001 às 05:20 JapanBrazil.com
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Envio da bagagem
Mesmo vivendo em pequenos apartamentos ou casas, os brasileiros que moram no Japão costumam acumular uma grande quantidade de objetos de uso pessoal, eletroeletrônicos, mobília, livros e roupas. Na hora de ir embora, sempre surge a mesma pergunta: como levar tudo para o Brasil?
Para solucionar esse problema, é preciso planejar a mudança com certa antecedência, a fim de evitar situações desagradáveis, como ter de se desfazer de itens importantes ou gastar demais com o transporte.
Atualmente existem três formas para transportar a bagagem do Japão para o Brasil: por meio do correio, por empresas que alugam contêineres e fazem o transporte em navios ou por meio das empresas aéreas. Os serviços diferem em sua forma e preços, por isso é importante que a pessoa esteja certa do volume e peso do objeto a ser transportado.
Transporte via correio
A mudança por correio pode ser feita em caixas de no máximo 20 quilos e a soma total da altura, largura e profundidade da caixa deve ser de no máximo 2 metros. Esse limite de tamanho dificulta o envio de objetos maiores, como televisores e geladeiras. O correio é mais indicado para mandar roupas, livros e utensílios domésticos, que devem ser colocados em caixas, também fornecidas pelos correios. A maior caixa de envio custa 360 ienes.
É importante ficar atento na hora de preencher o formulário de envio, que é fornecido pelos correios. Nele deve conter todas as informações, ou seja, destinatário, remetente, descrição das mercadorias, número de itens, país de origem, peso, valor aproximado, data do envio, assinatura, redirecionamento, destinatário opcional e tipo de transporte. Na hora de preencher o redirecionamento, é aconselhável que o usuário coloque um endereço no Brasil diferente do destinatário, mas de confiança. Os correios oferecem três tipos de serviços, que possuem diferentes preços e tempos de entrega:
Funabin - é o mais demorado, mas também o mais barato. A encomenda vai por navio e seu prazo de entrega é de no mínimo três meses. Uma caixa de 20 quilos por exemplo, sai 9.750 ienes.
SAL (Surface Air Lifted) - é feito por transporte aéreo e o prazo de entrega varia de duas a quatro semanas. Uma caixa de 20 quilos por exemplo, sai 27.050 ienes.
Kukoubin - é o mais rápido, mas também o mais caro. Seu prazo de entrega é de uma semana e a encomenda é despachada por avião. Uma caixa de 20 quilos por exemplo, sai 43.800 ienes.
Transporte marítimo (por contêineres)
É possível "alugar" o metro cúbico de contêineres que vão por navios até o Porto de Santos. A mudança segue para o Brasil em aproximadamente 80 dias. Não há limite de peso, nem de medidas e é o mais indicado para quem pretende levar parte da mobília da casa ou objetos maiores e mais pesados. Existem empresas especializadas neste tipo de serviço, que retiram a bagagem da casa do cliente que está no Japão e entregam na residência brasileira. Tudo é transportado em contêineres lacrados, que já saem do país totalmente assegurados contra roubo, incêndio, saques e outros riscos que possam acontecer pelo percurso marítimo e terrestre.
É importante ressaltar que, para ficar livre da taxação de impostos, as pessoas precisam comprovar que passaram no mínimo um ano no Japão. Para isso as empresas especializadas em mudança costumam fornecer um formulário que deve ser preenchido pela empresa ou escola onde permaneceu. É compreendido como mudança, bens como móveis, roupas, ferramentas, eletrodomésticos usados e destinados ao uso pessoal, assim como utilidades domésticas. De acordo com Jorge Koshima, da Sanshin Un-Yu Co.Ltd., empresa especializada neste tipo de trabalho, os produtos com mesmas características e em grandes quantidades, não são considerados como mudança, portanto corre-se o risco de pagar os impostos, que são de responsabilidade do proprietário da carga. "Se a pessoa levar dez máquinas fotográficas iguais por exemplo, correrá o risco de ser barrada na alfândega e daí efetuar o pagamento do imposto", afirmou Kojima. Ele explica que são proibidos o transporte de alimentos in natura, como no caso do arroz, que deve receber autorização da vigilância sanitária do Japão. Também há restrição quanto ao transporte de veículos (automóveis, motocicletas, motonetas, bicicletas motorizadas), os acessórios (rodas, pneus, turbos, motor etc), armas (ou imitações), combustível etc.
Para Francisco Matsuo Aoki, da Suzan Comercial Exportadora S.A., empresa que também presta este tipo de serviço no Japão, a comodidade, segurança e o tamanho ilimitado das bagagens são vantajosos neste tipo de transporte: "Não existe limite de tamanho e nem de peso. Em 40 centímetros cúbicos por exemplo, é possível levar uma geladeira de 1,60m.
Também é possível transportar objetos frágeis com segurança, basta que o proprietário nos avise, para que possamos fazer um reforço na embalagem".
O preço médio de um metro cúbico é de 80 mil ienes, se for meio metro cúbico sai aproximadamente 40 mil ienes. Ainda é necessário pagar a taxa alfandegária, que gira em torno de US$ 385 (para um metro cúbico). Algumas empresas incluem o valor do seguro no preço do metro cúbico, outras cobram 1% do valor da bagagem. O serviço para retirar a mudança na residência, ainda no Japão, varia entre 15 mil e 17 mil ienes, em Tóquio por exemplo, porém o serviço pode ser feito por caminhão fretado (da empresa) ou takkyubin.
Para entregar o volume na residência brasileira, o preço pode variar, de acordo com a distância. Se for para São Paulo, capital, é cobrado em média US$ 60.
Todos os objetos devem ser embalados cuidadosamente. De acordo com o grau de fragilidade do produto, recomenda-se revestir as mercadorias com plástico bolha, encontrado em mercados e lojas de departamento. A empresa também pode fornecer caixas próprias para transporte, mas estas são cobradas. O conteúdo pode ser colocado em caixas de papelão, plástico ou em malas.
Para evitar problemas com as leis alfandegárias japonesas e brasileiras, são exigidos os seguintes documentos:
- Cópia do passaporte (desde a primeira página carimbada até a última e mais as duas páginas seguinte, em branco)
- Cópia da passagem aérea (ou comprovante de reserva)
- Ficha de informações (com endereço de residência nos dois países, telefone e outros dados)
- Relação de Bagagem (toda a descrição dos objetos com suas respectivas quan-tidades e valores)
- Descrição de objetos contidos em cada caixa
- Cópia do CIC e RG (ou RNE)
- Cópia do Gaikokujin Toroku Sho-meisho (Gaijin toroku)
- Atestado de trabalho (que deve ser preenchido pela empresa onde trabalhou)
Na hora de liberar e entregar a bagagem no Brasil, será pedido:
- Passaporte original
- Cópias autenticadas da passagem aé-rea e passaporte
- Cópias autenticadas do R.G.(ou RNE) e CPF
- Documentação para liberação de carga (é fornecida pela empresa trans-portadora e deve ser assinada, com firma reconhe-cida)
- Taxa de liberação (referente às bagagens que transitam pelo cais dos portos e sobre despachos aduaneiros)
Transporte aéreo
É possível tratar diretamente com as empresas aéreas para fazer a mudança. Neste caso também é preciso apresentar o certificado de permanência no Japão por mais de um ano, que é expedido pela firma em que está trabalhando ou pelo consulado do Brasil. A Varig, por exemplo, entrega a mercadoria no prazo de até 15 dias, a partir da data de viagem do passageiro. O preço é cobrado por volume total, para o aeroporto em São Paulo por exemplo: 10 kg custa 11.100 ienes, 50kg custa 39.950 ienes, 100kg sai 77.300 e 500kg por 366.450.
No Brasil é preciso pagar a taxa de desembaraço da mudança e a taxa de manuseio e armazenagem, que é cobrada pela Infraero, no aeroporto de destino. O seguro contra perda ou estravio da mudança (que custa no mínimo três mil ienes), e o valor do frete devem ser pagos ainda no Japão, através do furikomi (depósito).
A bagagem deve ser encaminhada (com uma semana de antecedência à data do vôo) para o TACT (Tokyo Air Cargo Terminal) e pode ser utilizado o takkyubin (companhia de entrega doméstica). Antes de enviar, é necessário:
- Embalar todos os objetos adequadamente em caixas, malas e no caso de volumes maiores, como geladeira, máquina de lavar e televisão, pode-se contratar uma empresa especializada em embalagem e transporte.
- Preencher a lista com a descrição dos bens (invoice), relacionando todo o conteúdo da caixa e enviar por correio junto com a cópia do passaporte e a cópia da passagem aérea.
- Colar uma etiqueta (fornecida pela Varig) em cada caixa, junto com uma segunda lista do conteúdo.
- É proibido enviar explosivos, munições, material pirotécnico (gases inflamáveis, não inflamáveis e venenosos), líquidos ou sólidos inflamáveis, jóias, dinheiro, animais, plantas, espadas (katana), entre outros.
Por: Jornal Tudo Bem
Publicada em: 28/03/2001 às 20:00 JapanBrazil.com
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Suzan faz a ponte Brasil-Japão
Transportadora nascida há dez anos presta homenagem à cidade de Suzano
Estudar, ler, observar e rever. Quem acha que bastou terminar a faculdade e entrar no mercado de trabalho para asseguar uma vida profissional ascendente, deve repensar principalmente nos conceitos de vida. A idéia de que paramos de estudar ao sair da escola é pura ilusão. A vida ensina. Ou pelo menos, ouvir o que os cinquenta e três anos de Francisco Aoki tem para contar, faz bem. Há dez anos, a experiência dele ajudou a montar uma das primeiras empresas especializadas em mudanças do Japão para o Brasil. O nome da empresa não é um acaso. É uma homenagem à cidade de Suzano (Grande São Paulo). O principal produto da Suzan é a confiança que os clientes despositam nos serviços da transportadora.
Polivalente, é a palavra que melhor define o trabalho que Aoki vem realizando à frente da Suzan Comercial Transportadora. Uma experiência que o administrador de empresas buscou atuando em diversas empresas pelas quais passou no Brasil. Não apenas pelo salários, mas também pela formação profissional que o setor proporciona.
Do tempo em que atuou numa empresa transportadora em São Paulo, aprendeu a buscar a competitividade com baixa margem de lucros, convivendo com problemas constantes. Muitas vezes inusitados. Foi assim quando acompanhou todo o processo de transporte de cargas diversas no Sudeste brasileiro. A "barreira" entre o São Paulo e o Paraná é um dos casos interessantes. Ele acompanhou in loco a baldeação de carga que é feita na divisa entre os dois Estados. A averiguação de cargas e notas fiscais era umas das rotinas de inspeção da área fiscal dos governos da época, há quase quatorze anos. Burocracia impensável nos dias de hoje.
Nem por isso, o sistema de transporte de cargas no Brasil é deficitário, afirma Aoki. Mas até nos dias de hoje ainda é inseguro. Assaltos aos caminhoneiros faziam parte da rotina da empresa em que atuou. Até produtos como alho, café, e muitos outros gêneros alimentícios eram os mais visados, pois eram itens que alcançavam bons preços no mercado. Por consequência, eram as cargas preferidas dos "piratas de estrada".
Do outro lado do mundo
A vinda de Aoki ao Japão começou como um passeio. Mas foi um episódio ocorrido na época que despertou a atenção do empresário para uma lacuna no mercado. Ele havia ganho um aparelho de som de um amigo, grande demais para caber em uma mala comum, principalmente os dois alto-falantes. Eram muitas as dúvidas: como levar o presente de avião? O melhor seria remeter por navio? Mas como ficariam as tarifas de transporte?
Embrião
Essas indagações despertaram o senso profissional do então turista brasileiro, convertendo-se em meses de estudo para a criação de sua empresa. Foram dias analisando inclusive tamanho das caixas, criando padrões de tamanho, verificando as legislações do Brasil e do Japão. Algum tempo depois, a empresa saiu do papel. Vieram os primeiros clientes, as primeiras cargas e dez anos de trabalho. Ele não conseguiu levar os alto-falantes, mas a empresa prestou serviços para muitos brasileiros no Japão. "Foi difícil convencer as primeiras pessoas", relembra Aoki, ressaltando que investiu pesado em propagandas no começo."Transportamos sobretudo a confiança das pessoas", complementa.
Sobre as tendências, a empresa evolui de acordo com a comunidade brasileira. Os reinvestimentos acontecem sobretudo nas pessoas."São os funcionários que fazem o nome da Suzan", acredita o empreendedor. A lição de vida pode ser vista inclusive na mesa do escritório da matriz em Ota (Gunma).
Depois de quase quarenta anos mexendo com papel, planilhas de cálculo e orçamentos feitos artesanalmente, o empresário não bobeou . Teve que se adaptar à modernidade. Agora usa o computador para montar cadastros, acessar a internet atrás de novas informações, mandar e-mails. A vida é uma grande escola, afirma.
Serviço:
SUZAN COMERCIAL TRANSPORTADORA
Matriz:
Gunma-ken Ota-shi Ryumai-cho 5135
Tel. (0276) 48-6045 /Fax (0276) 48-7944
Filiais :
Aichi-ken Niwa-gun Ooguchi-cho Ooaza Akita Aza Saigoumae 49-2
Tel.; (0587) 96-1554 /Fax (0587) 96-1559
Brasil: rua Fernandes Silva, 296, Center Brás
loja 32, Brás, São Paulo
Telefones:
(11) 3322-7086
(11) 3322-7087
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